Originalmente,
a Mata Atlântica cobria toda a costa leste do Brasil, em uma
área de 2 milhões de milhas quadradas. No entanto, grande
parte do crescimento da população brasileira ocorreu no
litoral: hoje, 85% dos 175 milhões de habitantes do país
moram nesta faixa. Consequentemente, hoje existe apenas 7% da
Mata Atlântica original. A Área de Proteção Ambiental de
Guaraqueçaba, localizada no estado do Paraná, é o maior
bloco contíguo que restou deste ecossistema.
O que ainda resta da Mata Atlântica é extremamente rica
em espécies e se destaca por sua diversidade biológica em
todo o mundo. A Organização Econômica e Social
das
Nações Unidas (UNESCO) reconheceu a Mata Atlântica como uma
das maiores prioridades de preservação no mundo e a nomeou Reserva
da Biosfera Mundial.
Mais da metade de suas espécies de árvores e cerca de
três quartos das outras espécies vegetais são endêmicas,
ou seja, podem ser encontradas somente nesta área. E mais:
171 das 202 espécies brasileiras em perigo de extinção
dependem da Mata Atlântica para sua sobrevivência.
A
área de Guaraqueçaba acolhe pelo menos 15 espécies de pássaros
mundialmente ameaçados, assim como uma espécie de primata, o
mico-leão-de cara-preta, recentemente descoberto por cientistas.
Cerca de 130 espécies de mamíferos e 535 espécies de pássaros
habitam a área, das quais 50 espécies de mamíferos e 160 de pássaros
são dificilmente encontrados em outros locais. Além disso,
muitas espécies migratórias de pássaros dos Estados Unidos,
como o gavião-tesoura e o martin-roxo, podem ser encontradas em
áreas próximas a Guaraqueçaba durante os meses de inverno do
Hemisfério Norte.
Os 775 mil acres da Área de Proteção
Ambiental (APA) de Guaraqueçaba consistem em Floresta Ombrófila
Densa Montana, Submontana e de Terras Baixas, estuários (braços
de mar formados pela desembocadura de um rio), baías, ilhas,
mangues e planícies. Outros componentes da paisagem são também
uma cadeia de montanhas próximas à costa e o planalto.
No papel, Guaraqueçaba é uma área de proteção do
Governo Brasileiro. No entanto, a APA acaba sendo pouco
protegida em meio as pressões antrópicas e práticas
destrutivas.
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