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Cerca
de 10 mil habitantes vivem em 56 comunidades na Área de Proteção
Ambiental de Guaraqueçaba. Nenhuma delas mora na área de
preservação propriamente dita, mas milhares habitam suas
imediações. Estas pessoas tradicionalmente dependem
da pesca, caça e agricultura de pequena escala para sua
subsistência, mas estes recursos vêm se tornando cada vez mais
limitados. A retirada de madeira, a extração de palmito e a
criação de búfalos são praticados em níveis não
sustentáveis.
Para que qualquer projeto de preservação seja bem-sucedido, é
essencial que a população local seja integrada no processo de
conservação e receba orientação sobre novas opções de
fontes de alimentos e renda ambientalmente compatíveis.
A
SPVS possui quase uma década de experiência e uma história
muito respeitada trabalhando com as comunidades da área. As
atividades de desenvolvimento sustentável irão variar de
acordo com os interesses e necessidades da população local,
que poderão fazer parte de outras práticas como o ecoturismo,
manejo de florestas, agricultura orgânica, produção de
plantas medicinais e ornamentais e produção de artesanato para
incitar o comércio para turistas. Outras alternativas econômicas
voltadas diretamente para os membros da comunidade são o
emprego de pessoas locais para trabalhar como guardas no parque,
em atividades voltadas para o reflorestamento, no monitoramento
de carbono e no desenvolvimento da infra-estrutura local. Também
já foi iniciada uma pesquisa etno-biológica sobre a história
da utilização dos recursos deste ecossistema e dos benefícios
proporcionados por ele - o valor medicinal de certas plantas,
por exemplo.
Para
os criadores de búfalos que desejam permanecer nas terras e
manterem suas atividades, o projeto os auxiliará a conduzir seu
trabalho de maneira mais sustentável - a criação intensiva ao
invés da extensiva, por exemplo. Uma das alternativas é a rotação
de rebanhos, criados em pastagens pequenas e cercadas, que
aumenta drasticamente a produção de leite e gado para o corte.
Além disso, esta prática resulta em um impacto bem menor na
floresta e reduz a necessidade de se fazer queimadas para as
pastagens.
Já que a área de preservação é
designada como Areserva natural privada@, o governo estadual
direcionará milhares de dólares anualmente para investimentos
junto as comunidades.
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