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A
área de Guaraqueçaba passou por um longo período de
isolamento, principalmente devido a seu difícil acesso. No
entanto, este quadro tem sido bastante alterado nos últimos 30
anos. Uma estrada foi construída no local para facilitar a
entrada de sitiantes, madeireiros, fazendeiros e também para o
desenvolvimento do turismo. Em 1995, uma análise das ameaças
sofridas em Guaraquaçaba elegeu a criação de búfalos asiáticos
como a principal delas. Este tipo de pecuária é maior responsável
pelo desmatamento e degradação ambiental que qualquer outro
problema analisado na região. As áreas ainda não desmatadas
estão sob perigo eminente de desflorestamento ou fortemente
prejudicadas por rebanhos de búfalos criados soltos.
Atividades
não sustentáveis como a extração madeireira e de palmito, a
caça e pesca
predatória e
o desmatamento e queima seguidos pela agricultura de subsistência,
estão erodindo sistematicamente a base dos recursos e a riqueza
das florestas de Guaraqueçaba. Algumas das espécies ameaçadas,
como o papagaio-de-cara-roxa, são aprisionadas para serem
vendidas como animais de estimação ou simplesmente são caçadas
para servirem de alimento. A sedimentação resultante do
desmatamento está assoreando os rios e baías locais,
dificultando a pesca e a navegação.
Sem
nenhum tipo de supervisão ou controle, estas ameaças podem
destruir o que ainda resta da Mata
Atlântica, assim como suas
espécies animais e vegetais e seu banco genético para remédios
e alimentos potenciais, para não mencionar sua beleza
espetacular inerente.
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